O vulcão das Furnas

 

 

O vulcão das Furnas é aparentemente o vulcão mais novo dos vulcões centrais de São Miguel. Baseados em datações de lava, Guest et al (1999), consideraram que iniciou a sua vida como vulcão subaéreo a pelo menos 93000 anos. Do ponto de vista topográfico pode ser considerado como o menos impressionante  da ilha de São Miguel, pelo facto de não apresentar um cone “cinder”distinto. (Jónsson et al, 1999).

A Lagoa das Furnas - 39 Kb

FIGURA 5 – Lagoa das Furnas (http//www.geocities.com/thetropics/2140)

 

O vulcão das Furnas é de composição essencialmente tráctica e a maioria da sua actividade tem sido explosiva acompanhada em alguns casos de formação de “dome”. A maioria das erupções tiveram origem em “vents” na caldeira ou nas suas margens. A forma erodida do vulcão deve-se primeiro ao facto de ser maioritariamente formada de matéria não consolidada de rochas piroclásticas e em segundo por se ter formado nos flancos de uma ilha já existente a maioria do material da erupção teve como destino o mar ou foi depositado sobre a topografia anterior. Um dos maiores depósitos  de  produtos comuns do vulcão (como as ignimbrites trácticas) deu origem à Povoação Ignimbrite (Duncan et al, 1999). Veja mapa das Furnas. Muito deste material com origem na erupção foi desde então removido pela actividade fluvial ou por erosão marinha. A correlação estratigráfica não é fácil nas Furnas, primeiro devido a sua fraca exposição e em segundo porque excepto para depósitos formados durante os últimos cem anos, a maioria do material ainda existente das erupções individuais não é diferenciável(Guest et al, 1999).

 

O complexo da caldeira com um diâmetro de 8´5 km  é a maior expressão topográfica do vulcão, e foi o resultado de dois grandes colapsos juntamente com outros de menores dimensões (Duncan et al, 1999). O primeiro colapso ocorreu provavelmente à menos de 30000 anos. Antes da ocorrência  do  segundo colapso à 10000 a 12000 anos, houve um enchimento substancial da caldeira com produtos de erupções subplinianas e plinianas. Desde o último colapso, a caldeira tem estado novamente numa fase de enchimento que tem ocorrido a uma taxa  média de uma vez cada cem anos(Guest et al, 1999).

 

FIGURA 6-Desenho da caldeira das Furnas vista de nordeste de aproximadamente 2km oeste da Lagoa das Furnas

(Guest e tal,1999)

 

 

As enumeras fumarolas e solfataras existentes nas proximidades das Furnas são também indicadoras da actividade vulcânica presente neste local. Veja aproveitamento dos recursos hídricos das Furnas.

 

 

 

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