
O

é um sistema de processamento de texto altamente sofisticado,
que permite a composição de documentos complexos tais como artigos científicos, livros, gráficos elaborados,
posters e até documentos interactivos e animações.
Em contraste com os sistemas habituais do tipo
What You See is What You Get,
em que o utilizador compõe o seu documento através de uma interface,
visualizando o documento com o aspecto que é suposto ter,
o

funciona com base num modelo de formatação das diferentes componentes do documento.
Desta maneira o autor é libertado da tarefa de vigiar
o aspecto da sua obra,
concentrado-se no seu
conteúdo.
Uma vez que o

se ocupa da formatação do documento com base em regras específicas
usadas pelos tipógrafos profissionais o utilizador pode ter a certeza de que o seu documento final
se encontra pronto para transitar do seu estado digital para a impressão no papel.
E as vantagens do

não ficam por aqui.
Eis uma lista breve das vantagens que qualquer utilizador deve ter em conta:
- O
é gratuito.
- O
é multiplataforma:
tem sido adaptado a todo tipo de sistemas operativos.
- Os documentos que contêm as primitivas do
são documentos ASCII,
o que garante a sua portabilidade de máquina para máquina sem perdas de formatação de caracteres.
Eis uma história breve da evolução do

e dos seus derivados:
- Finais dos anos 70:
o professor de Matemática da Universidade de Stanford Donald Ervin Knuth está a verificar as provas do seu livro
A arte de programação em computadores
e gosta tanto daquilo que ve que termina por dizer "Bleech!"
(tradução: "Que coisa mais horrível!").
O Prof. Knuth decide então que vai dedicar a sua próxima sabática à criação de uma linguagem de programação,
concebida especificamente para o processamento de texto;
essa linguagem vai imitar a aplicação das regras usadas pelos tipógrafos profissionais na composição de livros.
Após 6 meses de intenso trabalho consegue desenvolver a primeira versão da sua linguagem.
Pretende chama-la "TEX",
versão latina da palavra grega
(pronunciar "tekh"),
que quer dizer "arte" ou "ciência".
Mas na altura a Honeywell Information Systems já comercializava o seu software de edição de texto
Text EXecutive, abreviadamente TEX,
o que obrigou o professor Knuth a mudar o nome da sua linguagem para
.
- Como funciona o
? é fácil, basta seguir os passos seguintes:
- Criar um ficheiro ASCII com a extensão *.tex,
contendo instruções (na realidade chamam-se primitivas) do TeX.
- Processar (compilar) o documento executando o comando tex *.tex.
Se as primitivas estiverem escritas correctamente são criados três ficheiros:
o primeiro com a extensão *log,
o segundo com a extensão *.aux e o terceiro com a extensão *.dvi.
Este último descreve a formatação do documento e pode ser enviado para a impressora.
- O LaTeX:
Trabalhar directamente com o
pode ser por vezes um bocado exasperante.
Em 1981 um empregado da IBM chamado Leslie Lamport decide tirar proveito das capacidades de programação
do
,
criando instruções complexas (chamadas macros) a partir das primitivas;
os macros simplificam a criaçaõ de documentos permitindo a estruturação do mesmo em capítulos, secções,
autmotizando a geração de índices, referências, bibliografia, etc.
Lamport cria assim o
,
que denomina como um sistema de preparação de documentos,
baseado no
.
A popularidade do
é de tal ordem,
que uma multidão de programadores segue o exemplo de Lamport,
introduzindo sistemas próprios de macros,
que terminam inevitavelmente por se sobreporem e interferirem uns com outros.
Em 1994 a comunidade de utilizadores do
decide acabar com a proliferação de macros,
estandarizando o sistema de Lamport através do
.
O sistema original de Lamport recebe a denominação de LaTeX2.09.
- O DVIPS: Em 1996 Tom Rockiki liberta os utilizadores do
e
do
da dependência dos ficheiros dvi,
escrevendo o programa dvips,
que transforma ficheiros dvi em ficheiros escritos em PostScript (ps).
O PostScript é uma linguagem de programação orientada à descrição de documentos,
criada nos inícios dos anos 60 pela Adobe Systems
(é de tal forma poderosa que quase ninguem a consegue utilizar).
Eis algumas vantagens dos ficheiros ps:
- O PostScript permite operações elaboradas com os gráficos incluídos no documento,
tais como rotação e manipulação do tamanho dos gráficos.
- Os ficheiros ps são ficheiros ASCII:
podem ser editados com qualquer editor de texto e modificados
(desde que o utilizador perceba qualquer coisa de PostScript!).
- Os ficheiros ps são enormes (alto ai, isto não é uma vantagem!).
- O Web2c: Em 1997 Karl Berry reescreve o código fonte do
de Pascal para C.
- O pdfTeX: Em 1998 um estudante de doutoramento da Masaryk University, Brno,
chamado Hàn Thế Thành, reescreve o código fonte do
para que sejam produzidos
ficheiros PDF em vez de ficheiros dvi
(esta adaptação é apenas uma parte do trabalho de sua tese de doutoramento,
dedicada à microtipografia).
PDF é um acrónimo da expressão
Portable Document Format,
um formato criado pela Adobe Systems;
o PDF pode ser imaginado como um PostScript desprovido das suas capacidades de programação.
Eis algumas vantagens do PDF:
- Os ficheiros PDF são muito muito mas pequenos do que os ficheiros em PostScript.
- O PDF permite incluir ligações e interactividade nos documentos,
aproximando-os daquilo que pode ser encontrado em páginas HTML.
- Os ficheiros PDF são portáveis através de diversas plataformas.
- A especificação do PDF é pública.
- O ConTeXt: tal como o
o
ConTeXt é um conjunto de macros criado em 1991 por Hans Hagen e Ton Otten,
ambos funcionários da holandesa Pragma ADE.
Ao contrário do
o desenvolvimento do
ConTeXt se encontra altamente centralizado,
embora o sistema faça parte das distribuições típicas de
.
O ConTeXt foi desenvolvido como uma alternativa moderna ao
,
com um suporte extensivo para a criação de documentos complexos e interactivos.
Se estiver interessado na criação de documentos com o

eis algumas
páginas que vale a pena visitar: