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TECTÓNICA
DE PLACAS |
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2 - Fronteiras
de Placas |
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| 2.3. - Fronteiras de Placas do Tipo Transformante | Out 01 |
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O contacto entre duas placas pode efectuar-se sem que haja entre elas movimentos de convergência ou de divergência, deslizando apenas horizontalmente uma pela outra. Diz-se então que existe uma fronteira de placas transformante, sendo o contacto efectuado através de uma zona de fractura transformante. O conceito de falha transformante foi introduzido pelo geofísico canadiano J. Tuzo Wilson. Estas falhas ligam um rifte a outro rifte ou, menos frequentemente, uma fossa a outra fossa ou, ainda, um rifte a uma fossa. Era este o elemento que faltava para se poderem definir convenientemente os limites das placas litosféricas. Nas falhas transformantes não há criação nem consumo de crusta. Estas falhas transformantes são comuns nos fundos oceânicos. Frequentemente, provocam deslocação de troços de um rifte, ficando este com aspecto zig-zagueante. Algumas destas zonas transformantes têm centenas a milhares de quilómetros de comprimento e por vezes têm a expressão morfológica de vales que, embora raramente, chegam a atingir 8 000m de profundidade. Geralmente ocorrem nas falhas transformantes sismos superficiais. Algumas falhas transformantes ocorrem em terra, como acontece, por exemplo, com a falha de Santo André, na Califórnia, a qual efectua a ligação entre a Crista do Pacífico Oriental (uma fronteira divergente de placas) com a Crista Gorga Sul / Juan de Fuca / Explorer (outra fronteira divergente de placas). |
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A zona de fractura de Santo André
tem cerca de 1 300km de comprimento e, nalguns lugares, dezenas de quilómetros
de largura, afectando aproximadamente dois terços da extensão
da Califórnia. Esta falha transformante constitui uma fronteira
de placas, onde, desde há 10 milhões de anos, as placas
Pacífica e Norte-Americana deslizam horizontalmente uma pela outra
à razão de cerca de 5cm/ano. |
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