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TECTÓNICA
DE PLACAS |
| 2 - Fronteiras
de Placas |
| 2.1. - Fronteiras de Placas
do Tipo Divergente |
Out 01 |
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As fronteiras divergentes
ocorrem nos riftes onde nova crusta está a ser criada a partir
de magma proveniente do manto, o que força as placas a afastarem-se
uma da outra.
A fronteira divergente de placas mais conhecida
é, provavelmente, a crista média atlântica.
Esta cadeia montanhosa submarina, que se extende
do oceano Árctico até uma zona ao largo do extremo
meridional de África, é apenas um segmento da crista
média oceânica global que percorre toda a Terra.
No rifte médio atlântico está
a ser criada nova crusta oceânica à razão média
de 2,5cm/ano.
Embora este valor possa parecer muito pequeno
pelos padrões humanos, como o processo se prolonga por muitos
milhões de anos, é responsável por movimentações
das placas tectónicas que atingem vários milhares
de km.
Foi esta expansão oceânica que,
durante os últimos 100 a 200 milhões de anos, fez
com que o estreito golfo que existia inicialmente entre a Europa,
a África e as Américas se convertesse no actual oceano
Atlântico.
A crista média atlântica sai do
domínio submerso e atinge expressão francamente subaérea
na Islândia.
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A Crista Média
Atlântica. (Kious and Tilling, This
Dynamic Earth, USGS ws) |
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Efectivamente, a parte
ocidental da Islândia está na placa americana, enquanto
a parte oriental pertence à placa euro-asiática. Como
tal, esta região é um laboratório natural onde
os investigadores podem estudar mais facilmente os processos relacionados
com a expansão oceânica e a divergência de placas.
As consequências do movimento das placas
são facilmente observáveis na zona do vulcão
Krafla, no nordeste da Islândia. Nesta zona, no período
de alguns meses, é possível constatar que as fissuras
existentes no solo se vão alargando, criando-se, simultaneamente,
outras novas, denunciando o activo processo de rifting.
Entre 1975 e 1984 verificaram-se numerosos episódios
destes, alguns dos quais foram acompanhados por actividade vulcânica.
Normalmente, o solo eleva-se, de modo gradual, de 1 a 2m e, posteriormente,
de forma abrupta, subside, o que denuncia uma erupção
eminente. Entre 1975 e 1984 estes deslocamentos totalizaram cerca
de 7 metros. |
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A crista média
atlântica divide a Islândia. Com triângulos vermelhos
estão assinalados alguns dos vulcões activos islandeses.
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Fontes lávicas, com 5 a 10m
de altura, jorrando de fissuras eruptivas durante a erupção
de Outubro de 1980 do vulcão Krafla. (Gudmundur
E. Sigvaldason, Nordic Volcanological Institute, Reykjavik,
Iceland.)
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Vista aérea da área de Thingvellir,
na Islândia, onde é possível ver uma zona
de fissura que corresponde à exposição
sub-aérea da crista média atlântica. Á
direita da fissura está a placa norte-americana e à
esquerda a placa euroasiática.Na parte superior da fotografia
é visível o Lögberg, primeiro parlamento
da Islândia, fundado no ano 930. (Oddur
Sigurdsson, National Energy Authority, Iceland.)
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Na África Oriental, os processos de expansão
oceânica conduziram já á separação da
Arábia Saudita do restante continente africano, constituindo-se
o Mar Vermelho.
Aqui, está em criação uma nova
fronteira divergente de placas, materializada pela zona do Rifte Este
Africano.
Poderá ser aqui que se abrirá um novo
grande oceano da Terra, transformando a região do "corno de
África" numa ilha.
Poderá ser assim que o oceano Atlântico
se começou a formar há cerca de 200 milhões de anos.
As fronteiras de placas formam um ponto triplo, na
zona onde o Mar Vermelho conflui com o Golfo de Aden.
Na realidade, a placa da Arábia e as placas
da Núbia e da Somália (que fazem parte da África)
estão-se a afastar umas das outras, isto é, do ponto triplo
existente na zona de Afar. |
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Mapa da África Oriental em que estão
assinalados com triângulos vermelhos alguns vulcões
historicamente activos. A rosa, no centro do mapa, está
indicado a triângulo do Afar, um ponto triplo em que as
placas (arábica, núbia e somáli) se estão
afastando umas das outras. (Kious and
Tilling, This Dynamic Earth, USGS ws)
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| Cratera do Erta
Ale, na Etiópia, um dos vulcões activos da zona do
rifte este africano, fotografado em Fevereiro de 1994. Os dois vulcanólogos
de fato vermelho que estão no bordo da cratera proporcionam
uma boa escala. A cor vermelha no interior da cratera corresponde
a lava fundida emergindo através da lava solidificada, negra.
(Fotografia: Jacques Durieux, Groupe Volcans Actifs). |
O vulcão activo
de Oldoinyo Lengai, na zona dos riftes este-africanos, onde a África
está a ser fracturada pelos processos de tectónica
de placas, separando uma nova placa, a placa somali, do resto da
África, constituída pela placa núbia.
(Fotografia: Jorg Keller, Albert-Ludwigs-Universität
Freiburg, Alemanha.) |
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