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Nos riftes está continuamente a ser criada nova crusta oceânica. Nos início da década de 1960 este processo foi aproveitado por alguns investigadores para "comprovar" que o afastamento dos continentes se devia, no fundo, a uma contínua expansão da Terra desde a sua formação. Todavia, esta hipótese da Terra em expansão não era satisfatória pois que os seus defensores não conseguiam explicar de forma convincente qual seria o mecanismo geológico que poderia provocar tal expansão. A maior parte dos geólogos continuava a acreditar que a Terra pouco tinha variado de volume desde a sua formação há 4,6 biliões de anos. No entanto, também estes não conseguiam explicar como é que a Terra não aumentava de volume se havia nova crusta a ser continuamente criada nas zonas dos riftes. Este problema acabou por ser resolvido por Harry H. Hess (geólogo da Princeton University e Almirante na reserva) e por Robert S. Dietz (do U.S. Coast and Geodetic Survey): se há nova crusta que está a ser criada nos riftes então crusta antiga tem que estar a ser consumida noutras zonas, as fossas abissais. Segundo a hipótese de Hess, o oceano Atlântico está em expansão sendo a nova crusta aí criada, no rifte, compensada por consumo de crusta antiga nas fossas abissais do oceano Pacífico, estando consequentemente este em redução. Assim, existe um mecanismo perpétuo de reciclagem da crusta oceânica, com criação de nova crusta numas zonas e consumo de antiga noutras, sem existir variação de volume da Terra. Esta teoria permite também explicar porque é que as rochas do fundo oceânico têm idade bastante menor do que, em geral, as rochas continentais. Estas zonas foram mais tarde designadas por zonas de Wadati-Benioff ou simplesmente por zonas de Benioff (dos nomes dos sismologistas que primeiro as reconheceram: Kiyoo Wadati, do Japão, e Hugo Benioff, dos Estados Unidos da América). As zonas de subducção, a que as fossas estão associadas, constituem fronteiras de placas do tipo convergente. Todavia, nem em todas as fronteiras do tipo convergente existe subducção (pelo menos como é entendida nos conceitos de Hess e de Dietz). O tipo de convergência depende do tipo de litosfera envolvida. Como esta convergência pode ocorrer entre duas placas com crusta oceânica, uma placa com crusta oceânica e outra com crusta continental, ou entre duas placas com crusta continental, existem três tipo principais de convergência. |
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Convergência crusta oceânica - crusta continental |
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Como a crusta oceânica
é mais densa do que a crusta continental, quando há colisão
a primeira tende a mergulhar por baixo da segunda, isto é, a crusta
oceânica tende a ser subductada. Normalmente estabelecem-se fossas
abissais nestes domínios, as quais são a expressão
dessa subducção.
Ao largo da costa oeste da América do Sul existe a fossa do Perú-Chile, onde a placa de Nazca está a ser subductada, de forma contínua , sob a parte continental da placa sul americana. |
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Devido a esta colisão,
a placa sul americana está a emergir na parte ocidental, com aumento
de altitude da cadeia montanhosa dos Andes. Tal provoca sismos frequentes,
alguns com grande potencial destruidor. Nalguns deste sismos verifica-se,
em certas zonas, emergência continental que, por vezes, atinge alguns
metros.
Muitos dos vulcões activos na Terra localizam-se em fronteiras de placas do tipo oceano-continente. |
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| Convergência crusta oceânica - crusta oceânica | ||||||||||||||||||||
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Tal como acontece na convergência crusta oceânica - crusta continental, quando duas placas oceânicas convergem uma é geralmente subductada pela outra, constituindo-se um arco vulcânico. Por exemplo, a fossa das Marianas, que se localiza paralelamente às ilhas Marianas (um arco insular), corresponde a uma zona de subducção. |
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Neste caso, a convergência é obviamente crusta oceânica - crusta oceânica embora num contexto mais global se verifique que ambas as placas interessadas, a placa do Pacífico e a placa das Filipinas, se deslocam no mesmo sentido. Todavia, como a placa pacífica se desloca a maior velocidade do que a placa filipina, existe verdadeira convergência de placas. A subducção resultante da convergência crusta oceânica - crusta oceânica também provoca o aparecimento de vulcanismo. As escoadas lávicas e os tephra emitidos durante milhões de anos por um vulcão fazem com que este, por vezes, atinja expressão sub-aérea (isto é, "saia" de água e se transforme numa ilha vulcânica). Estas cadeias de vulcões formando ilhas alinhadas, associadas a zonas de subducção e paralelas a fossas abissais, designam-se por arcos insulares. Geralmente, estes alinhamentos de ilhas são encurvados e por isso tomaram o nome de arcos. Para compreender os arcos insulares (como o das Marianas ou o das Aleutas) e a intensa sismicidade dessas zonas, é necessário compreender o que se passa nas zonas de subducção associadas. O magma que é extrudido por esses vulcões resulta da fusão parcial da placa subductada e/ou da litosfera oceânica sobrejacente e os sismos moderados a fortes e intermédios a profundos têm origem na fricção entre a placa subductada e a placa subductante. |
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| Convergência crusta continental - crusta continental | ||||||||||||||||||||
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Quando se verifica
convergência crusta continental - crusta continental, como a densidade
das rochas que constituem ambas as placas é análoga e pequena
relativamente à do manto, é difícil que uma delas
mergulhe sob a outra. Perante as tensões compressivas existentes,
uma das placas tende, por vezes, a sobrepor-se à outra, verificando-se
obducção. |
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Um bom exemplo de colisão crusta continental - crusta continental é o da Índia com a Ásia que deu origem à cadeia montanhosa dos Himalaias. Nesta colisão, ocorrida há 50 milhões de anos, a placa euroasiática acabou por obductar a placa indiana. Após a colisão, a convergência das placas deu origem aos Himalaias (cujo ponto mais alto se localiza a 8 854m de altitude), obrigando também ao levantamento do planalto tibetano (cuja altitude média é de 4 600m). |
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