| Geologia
Ambiental |
Elementos de apoio preparados por
J. Alveirinho Dias |
| Mod. Abr
00 |
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Tectónica
de Placas
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Fronteiras
de Placas |
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Fronteiras de Placas do Tipo Divergente
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As fronteiras divergentes
ocorrem nos riftes onde nova crusta está a ser criada a partir
de magma proveniente do manto, o que força as placas a afastarem-se
uma da outra.
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A
fronteira divergente de placas mais conhecida é, provavelmente,
a crista média atlântica.
Esta cadeia montanhosa submarina,
que se estende do oceano Árctico até uma zona ao
largo do extremo meridional de África, é apenas
um segmento da crista média oceânica global que percorre
toda a Terra.
No rifte médio atlântico
está a ser criada nova crusta oceânica à razão
média de 2,5cm/ano. Embora este valor possa parecer muito
pequeno pelos padrões humanos, como o processo se prolonga
por muitos milhões de anos, é responsável
por movimentações das placas tectónicas que
atingem vários milhares de km.
Foi esta expansão oceânica
que, durante os últimos 100 a 200 milhões de anos,
fez com que o estreito golfo que existia inicialmente entre a
Europa, a África e as Américas se convertesse no
actual oceano Atlântico.
A crista média atlântica
sai do domínio submerso e atinge expressão francamente
subaérea na Islândia. |
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A Crista Média Atlântica.
(Kious and Tilling, This Dynamic Earth, USGS
ws)
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| Efectivamente, a parte
ocidental da Islândia está na placa americana, enquanto
a parte oriental pertence à placa euro-asiática. Como
tal, esta região é um laboratório natural onde
os investigadores podem estudar mais facilmente os processos relacionados
com a expansão oceânica e a divergência de placas.
As consequências do movimento
das placas são facilmente observáveis na zona do vulcão
Krafla, no nordeste da Islândia. Nesta zona, no período
de alguns meses, é possível constatar que as fissuras
existentes no solo se vão alargando, criando-se, simultaneamente,
outras novas, denunciando o activo processo de rifting. Entre
1975 e 1984 verificaram-se numerosos episódios destes, alguns
dos quais foram acompanhados por actividade vulcânica. Normalmente,
o solo eleva-se, de modo gradual, de 1 a 2m e, posteriormente, de
forma abrupta, subside, o que denuncia uma erupção
eminente. Entre 1975 e 1984 estes deslocamentos totalizaram cerca
de 7 metros. . |
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| A crista média
atlântica divide a Islândia. Com triângulos vermelhos
estão assinalados alguns dos vulcões activos islandeses. |
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Fontes lávicas, com 5 a 10m
de altura, jorrando de fissuras eruptivas durante a erupção
de Outubro de 1980 do vulcão Krafla. (Gudmundur
E. Sigvaldason, Nordic Volcanological Institute, Reykjavik,
Iceland.)
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Vista aérea da aérea de Thingvellir,
na Islândia, onde é possível ver uma zona
de fissura que corresponde à exposição
sub-aérea da crista média atlântica. Á
direita da fissura está a placa norte-americana e à
esquerda a placa euroasiática. Na parte superior da fotografia
é visível o Lögberg, primeiro parlamento
da Islândia, fundado no ano 930. (Oddur Sigurdsson, National
Energy Authority, Iceland.)
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Na África Oriental,
os processos de expansão oceânica conduziram já á
separação da Arábia Saudita do restante continente
africano, constituindo-se o Mar Vermelho. Aqui, está em criação
uma nova fronteira divergente de placas, materializada pela zona do Rifte
Este Africano. Poderá ser aqui que se abrirá um novo grande
oceano da Terra, transformando a região do "corno de África"
numa ilha. Poderá ser assim que o oceano Atlântico se começou
a formar há cerca de 200 milhões de anos.
As fronteiras de placas formam um ponto
triplo, na zona onde o Mar Vermelho conflui com o Golfo de Aden. Na realidade,
a placa da Arábia e as placas da Núbia e da Somália
(que fazem parte da África) estão-se a afastar umas das
outras, isto é, do ponto triplo existente na zona de Afar. |
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Mapa da África Oriental
em que estão assinalados com triângulos vermelhos alguns
vulcões historicamente activos. A rosa, no centro do mapa, está
indicado a triângulo do Afar, um ponto triplo em que as placas (arábica,
núbia e somáli) se estão afastando umas das outras.
(Kious and Tilling, This Dynamic Earth, USGS ws) |
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| Cratera do Erta
Ale, na Etiópia, um dos vulcões activos da zona do
rifte este africano, fotografado em Fevereiro de 1994. Os dois vulcanólogos
de fato vermelho que estão no bordo da cratera proporcionam
uma boa escala. A cor vermelha no interior da cratera corresponde
a lava fundida emergindo através da lava solidificada, negra.
(Fotografia: Jacques Durieux, Groupe Volcans Actifs). |
O vulcão activo
de Oldoinyo Lengai, na zona dos riftes este-africanos, onde a África
está a ser fracturada pelos processos de tectónica
de placas, separando uma nova placa, a placa somali, do resto da
África, constituída pela placa núbia.
(Fotografia: Jorg Keller, Albert-Ludwigs-Universität Freiburg,
Alemanha.) |
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Fronteiras
de Placas |
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