Simbolismo do traje:

 

Traje Masculino:

 

    Sapatos: Da mesma cor que o cinto, preto, influência clássica sem apliques, com ou sem cordões.

    Plainas: Calças de plainas azuis escuras, vincadas, baseadas nos trajes do Algarve, fechadas por quatro botões na canela e também por quatro botões na berguilha. Os botões da canela são forrados no mesmo tecido das calças, possuindo estas dois bolsos, adornados por um botão de quatro furos.

    Camisa: Camisa branca com nervuras a todo comprimento, abotoada à frente com botões forrados do mesmo tecido da camisa. Manga comprida vincada, abotoada no punho com dois botões. Baseada nas vestes fidalgas do séc. XVII, S. Brás de Alportel.

    Colete: Azul escuro do mesmo tecido das calças, com gola e virados debruados  a fita de seda azul escura. Abotoado por dois alamares (constituídos por dois botões de quatro furos, aplicados sobre roseta em fita de seda azul escura e unidos por um cordão de seda da mesma cor), existe ainda no colete um bolso exterior no lado esquerdo. Baseado em vestes do século passado, expostas no Museu Etnográfico de Faro.

    Albriol: Casaco comprido azul escuro de corte direito com dois bolsos laterais, abotoado por quatro alamares da mesma forma que o colete.

    Infante: Chapéu azul escuro, idêntico ao chapéu do Infante D. Henrique (modelo original), com faixa de um metro e meio a partir da primeira costura.

Capa: Peça inteira de fazenda azul escura de corte em redondo sem bainha, abotoada no colarinho por dois colchetes. Peça característica de todos os Trajes Académicos.

 

Traje Feminino:

 

    Sapatos: Sapatos pretos, clássicos, simples, de salto não muito alto 8 máximo de 5  cm).com ou sem meias da cor da pele.

    Saia: Saia  de panos azul escura, presa na cintura por um botão e um fecho do lado esquerdo e com uma aplicação na parte inferior a cordão de seda azul escura. Baseada nas antigas saias rodadas da região Algarvia expostas no museu de S. Brás de Alportel.

    Camisa: Camisa branca com nervuras, abotoada à frente com botões forrados do mesmo tecido da camisa. Manga comprida com um pequeno folho no punho, rematada com um bordado. Baseada nas vestes fidalgas do séc. XVII, S. Brás de Alportel.

    Colete: Azul escuro do mesmo tecido da saia, com gola e virados, estes debruados  a fita de seda azul escura. Abotoado por dois alamares (constituídos por dois botões de quatro furos, aplicados sobre roseta em fita de seda azul escura e unidos por um cordão de seda da mesma cor), existe ainda no colete um bolso exterior no lado esquerdo. Baseado em vestes do século passado, expostas no Museu Etnográfico de Faro.

    Albriol: Casaco comprido azul escuro de corte direito com dois bolsos laterais e gola debruada a fita de seda azul escura. Abotoado por quatro alamares da mesma forma que o colete.

    Infante: Chapéu azul escuro, idêntico ao chapéu do Infante D. Henrique (modelo original).

    Capa: Capa azul escuro. Peça inteira de fazenda azul escura de corte em redondo sem bainha, abotoada no colarinho por dois colchetes. Peça característica de todos os Trajes Académicos.

 

 

 


 

                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Regulamento de Utilização do Traje Académico da UALG

 

Artigo 1º - Dos Objectivos

    O Traje Académico da Universidade do Algarve, é o conjunto das vestes que caracterizam os estudantes de todas as Faculdades e Escolas da Universidade do Algarve.

Artigo 2º - Da Composição do Traje

    O Traje Académico da Universidade do Algarve, masculino e feminino, é composto pelas seguintes peças:

    a) Masculino: Sapatos; meias; Calça com Polainas; Camisa de nervuras; Colete; Alberiol; capa e Infante.

    b) Feminino: Sapatos; Saia de panos; camisa de nervuras; Colete; Alberiol; Capa e Infante.

    As peças acima referidas serão de acordo com os modelos adoptados pela Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg).

Artigo 3º - Dos Utilizadores

    O Traje Académico da Universidade do Algarve destina-se:

    a) Aos estudantes desta Instituição;

    b) Aos antigos estudantes da UAlg:

i. Que continuem integrados em organismos Académicos e secções da Associação Académica;

ii. Em ocasiões festivas ligadas à Universidade e respectiva academia; sendo também eles abrangidos por este Regulamento.

Artigo 4º - Dos Acessórios

a) Não é permitido o uso dos seguintes acessórios:

i. Camisolas, t-shirt’s e outras por baixo da camisa. Em caso de temperaturas mais baixas dever-se-á utilizar a capa para proteger;

ii. Telemóvel vísivel. Quem não quiser prescindir dele deve guardá-lo num dos bolsos;

iii. Luvas;

iv. Pulseiras;

v. Bonés;

vi. Piercing’s visíveis;

vii. Bandeletes;

viii. Fitas e ganchos para o cabelo;

ix. Brincos de grandes dimensões;

x. Botas, botins, sapatilhas, ténis, chinelos e afins.

b) É permitido o uso dos seguintes acessórios:

i. Pin’s na lapela direita, embora se aconselhe fortemente o uso de um único pin de modo a evitar as inestéticas “vitrinas”;

ii. Relógio clássico e de ponteiros;

iii. Guarda-chuva preto ou azul-escuro, liso, com cabo de madeira e de doze varas;

iv. Brincos pequenos e discretos;

v. Pasta do Estudante, que deverá ser discreta e que apenas servirá para retirar apontamentos;

vi. Elástico preto ou azul-escuro, e discreto para apanhar o cabelo;

vii. Símbolos ou emblemas identificativos das Secções Autónomas.

 

Artigo 5º - Da Utilização

Apenas os rapazes que obedecerem aos seguintes requisitos estarão devidamente trajados:

a) Devem calçar sapatos clássicos pretos sem apliques e meias de cor preta ou azul escura;

b) O Uso de cinto é facultativo, mas a ser utilizado deverá ser preto ou azul-escuro e o mais discreto possível;

c) Devem vestir Calças com Polainas e Colete de cor azul-escuro;

d) Devem vestir Alberiol azul-escuro ou sobre o braço ou a uma distância inferior a 5 metros;

e) Devem vestir camisa branca de nervuras, com colarinho redondo;

f) Devem usar capa azul escura (com ou sem cortes na parte inferior e com, ou sem, distintivos na parte interior);

g) O uso do infante é facultativo. Sempre que este for utilizado, é obrigatório que se trace a sua faixa sobre o ombro esquerdo (excepto os caloiros);

h) Os botões da camisa devem corresponder ao número de casas, devendo os mesmos estar sempre todos abotoados;

i) Os botões das calças devem corresponder ao número das casas, devendo os mesmos estar sempre todos abotoados;

j) Em caso de cabelo comprido, este deve ser usado preferencialmente solto.

k) Respeitarem o artigo 4º e 7º.

 

Artigo 6º - Da Utilização

Apenas as raparigas que obedecerem aos seguintes requisitos estarão devidamente trajadas:

a) Devem calçar sapatos clássicos pretos, sem apliques, sem cordões e com salto entre os 3 e os 5 cm;

b) Devem vestir saia de panos e Colete de cor azul escura;

c) Devem vestir Alberiol azul-escuro vestido ou sobre o braço ou a uma distância inferior a 5 metros;

d) Devem vestir camisa branca de nervuras e colarinho redondo;

e) Devem usar capa azul escura, com ou sem cortes na parte inferior e com, ou sem, distintivos na parte interior;

f) O uso de meias é facultativo. Se optarem por usá-las, estas deverão ser de vidro e da cor da pele;

g) O uso do Infante é facultativo. Sempre que este for utilizado, é obrigatório que se trace a sua faixa sobre o ombro esquerdo (excepto os caloiros);

h) Os botões da camisa devem corresponder ao número de casas, devendo os mesmos estar sempre todos abotoados;

i) Em caso de cabelo comprido, este deve ser usado preferencialmente solto;

j) Respeitarem o artigo 4º e 7º.

 

Artigo 7º - Da Utilização da Capa

a) Aos alunos com mais de uma matrícula não é permitido traçar a capa debaixo de tectos, excepto nas seguintes situações: serenatas, actuações de tunas, sendo membro integrante de uma Lutraria ou sob ordem desta;

b) A Capa nunca se deve encontrar a uma distância superior a cinco metros do seu proprietário. Esta distância só poderá ser aumentada quando a capa for entregue e colocada nos ombros de um(a) donzela/cavalheiro;

c) Podem-se colocar emblemas e insígnias pessoais na Capa, sempre na parte interior esquerda (ver artigo 8º);

d) A Capa pode usar-se de duas formas: dobrada sobre o ombro esquerdo, com a gola para a frente e os símbolos visíveis; ou sobre os ombros, com um número de dobras na gola correspondente ao ano frequentado e com os distintivos virados para dentro;

e) Não podem ser colocados quaisquer objectos de metal na Capa;

f) A soma dos emblemas cozidos na Capa tem de ser ímpar;

g) Podem fazer-se rasgões na capa (cada um simbolizando um momento importante da vida do estudante - ver artigo 9º);

h) Quando se pretende homenagear alguém ou dedicar-lhe uma serenata, a capa deverá ser colocada caída nos ombros da pessoa em causa;

i) Só em ocasiões muito especiais é que se colocarão as capas estendidas no chão, para que o homenageado possa passar por cima delas. Esta é a maior homenagem académica que se poderá fazer a alguém;

j) Em cerimónias especiais, deve usar-se o alberiol abotoado e a Capa estendida ao longo do corpo, com as respectivas dobras correspondentes ao número de matrículas na Ualg;

k) Em situação de dança, e por uma questão de mera comodidade, poder-se-á dançar sem Capa; no caso da dança a pares, só se poderá tirar a Capa se o par assim o permitir;

l) Em qualquer missa deve usar-se o alberiol abotoado e a Capa estendida ao longo do corpo, sem dobras;

m) Nunca se traça a Capa durante uma cerimónia religiosa;

n) Em caso de luto, o Alberiol deve ser fechado e a Capa deve encontrar-se caída pelos ombros, sem dobras e com os colchetes abotoados;

o) Em fados e serenatas, todos os estudantes presentes devem ter as capas traçadas, evitando que se veja o branco do colarinho e dos punhos. Caloiro não traça a Capa, mas deve-a unir, apertando-a junto do pescoço e segurando-a de modo a que não se veja o branco do colarinho.

Artigo 8º - Dos Emblemas da Capa

Os emblemas não são obrigatórios. Mas a serem colocados deverão respeitar as seguintes regras:

a) Ser colocados na parte interior esquerda da capa;

b) Ser cosidos manualmente com linha preta ou azul escura e esta não deve passar para o lado exterior da capa;

c) Ser apartidários;

d) Possuir um espaço de entre 10 a 15 cm entre eles e a bainha da capa (espaço reservado aos possíveis rasgões);

e) Ser colocados com a seguinte ordem:

- País onde o aluno nasceu (Para quem nasceu fora da União Europeia);

- Cidade onde o aluno nasceu (Para quem nasceu fora da União Europeia; opcional);

- União Europeia (opcional);

- País onde nasceu (para quem nasceu noutro país que não Portugal, mas pertencente à União Europeia);

- Cidade onde o aluno nasceu (opcional; para quem nasceu noutro país que não Portugal, mas pertencente à União Europeia);

- Portugal;

- Região onde vive (opcional);

- Concelho onde vive (opcional);

- Cidade/Cidade onde vive;

- Região do Algarve;

- Faro;

- Universidade do Algarve;

- Faculdade/Escola;

- Curso;

- Os restantes emblemas deverão reflectir momentos da vida académica do aluno enquanto estudante da Universidade do Algarve e enquanto aluno devidamente trajado nesse mesmo momento, ficando ao critério do mesmo aqueles que deseja colocar. Sendo que nas duas primeiras filas deverão constar todos os emblemas até ao do curso (inclusive), sendo que estas só poderão ter no mínimo 5 (cinco) e máximo 6 (seis) emblemas na primeira e segunda fila.

 

Artigo 9º - Dos Rasgões da Capa

a) Os rasgões não podem ser feitos pelo proprietário da capa;

b) Todos os rasgões devem ser feitos com os dentes;

c) Coser os rasgões é facultativo, mas deve fazer-se com linha preta, azul escura, em ponto cruz;

d) Os rasgões destinados à família deverão ser feitos na parte interior direita e os dos amigos na parte interior esquerda no espaço deixado entre a ponta da capa e os emblemas;

e) Opcionalmente poder-se-á fazer um rasgão com maiores dimensões no centro da capa, feito pelo namorado(a), que deverá ser cozido com linha da cor do curso e em ponto cruz, caso a relação amorosa termine;

f) Poder-se-á eventualmente dar um cunho pessoal ao rasgão.

Artigo 10º - Dos Caloiros

Os caloiros têm permissão para utilizar o traje académico a partir do momento em que se matriculam, mas com algumas restrições. Não lhes é permitido que tracem a Capa bem como a faixa do Infante (esta última deve estar caída sobre as costas) e não lhes é permitido coser emblemas na Capa. Estas restrições terminam logo após a primeira Semana Académica.

 

Artigo 11º - Dos Meios de Transporte

O uso do Traje Académico não é compatível com a utilização dos seguintes meios de transporte (entre e para os campi Universitários): trotineta, bicicleta, mota, skate e patins.

Artigo 12º - Da Identificação e Objectivos

Conjunto de Estudantes com mais de cinco matrículas, devidamente trajados e munidos de uma tesoura de pontas redondas (símbolo de praxe que servirá para identificar a Lutraria) e de um outro símbolo identificativo dessa Lutraria. Têm como único objectivo, zelar pela devida utilização do Traje Académico da Universidade do Algarve e pelo seu consequente prestígio.

 

Artigo 13º - Da Constituição

As Lutrarias são compostas por pelo menos cinco Estudantes que têm de exercer as suas funções de cara destapada.

Artigo 14º - Dos Locais de Constituição

As Lutrarias deverão ser constituí­das num dos seguintes locais:

a) Portões dos Campi Universitários;

b) Arco da Vila;

c) Doca;

d) Escadaria da Sé;

e) Estátua do Infande D. Henrique.

Artigo 15º - Do Número de Elementos

a) A partir do momento da sua constituição, as Lutrarias não se podem desdobrar, e devem obedecer sempre ao número mínimo de 5 (cinco) elementos;

b) O número de elementos pertencentes a uma Lutraria deverá ser sempre ímpar;

c) Não há limite máximo de número de elementos pertencentes a uma Lutraria.

Artigo 16º - Dos Actos de Formação

Nos actos de formação da Lutraria, um qualquer elemento desta, designado pelos restantes, deverá abrir e fechar três vezes a tesoura, proferindo simultaneamente o seguinte dizer:

      Artigo 17º - Das Regras

a) Nas 24h que antecedem a sua formação, a Lutraria deverá sempre informar a Associação Académica das horas, local de formação e membros integrantes da mesma;

b) A Lutraria é extinta quando os seus elementos assim o entenderem, com prévia notificação à AAUALG;

Artigo 18º - Da Aplicação

As sanções relativamente ao Traje só podem ser aplicadas por elementos de uma Lutraria e pela AAUAlg.

Artigo 19º - Das Sanções

As sanções a aplicar pelas Lutrarias, em cada situação, são as seguintes:

a) Relativamente a sapatos, cintos, meias e utensílios estranhos ao Traje, excepto pasta de estudante, serão imediatamente confiscados, identificados, inventariados e entregues à Associação Académica. Poderás ir recolhe-los depois, pensando, durante o teu trajecto, sobre o erro que cometeste e prometendo a ti mesmo que irás ler e cumprir este regulamento, que te será entregue juntamente com os teus objectos;

b) A falta de qualquer botão pode implicar o corte dos botões existentes, que serão restituídos ao seu dono;

c) Em caso de qualquer botão da camisa se encontrar desabotoado este será cortado e entregue ao proprietário;

d) Se a capa se encontrar a mais de cinco metros, do seu proprietário este será obrigado traça-la cobrindo bem o pescoço e permanecer com ela assim durante pelo menos uma hora independentemente da estação do ano;

e) A sanção mais grave é aplicada em dois casos: a quem não possua a capa consigo por esta se encontrar a mais de 15 metros e a quem acumule no mesmo ano lectivo 10 (dez) das sanções supracitadas. A sanção a aplicar em qualquer uma das situações é a confiscação do traje. Para tal, o aluno em causa deverá ser acompanhado até junto da sua capa e encaminhado à sua residência, onde lhe será pedido que troque de roupa. De seguida, o seu traje será confiscado e entregue na Associação Académica, sendo que só será devolvido no último dia da semana festiva mais próxima (a saber, Semana de Recepção ao Caloiro ou Semana Académica da Universidade do Algarve);

f) Dos casos omissos nestas sanções, a Lutraria deverá apenas e só repreender oralmente o infractor e comunicar à Associação Académica o sucedido, sendo esta última a responsável por encontrar a solução mais adequada.

       g) As Lutrarias ficam sujeitas à regulamentação da AAUAlg, do Dux da Academia e do Conselho de Veteranos, devendo, em caso de infracção e abusos, perante estes prestar contas.

Artigo 20º - Outros Trajes

São também reconhecidos trajes académicos provenientes de outras academias tendo que respeitar os seguintes pontos:

a) Aos alunos da Escola Superior de Saúde (ESSAF) é permitida a utilização do traje da extinta ESEF aos antigos alunos sendo que os alunos inscritos a partir do ano lectivo de 2004/2005 deverão utilizar o Traje Académico da Universidade do Algarve e respeitar o presente regulamento;

b) Trajes de outras academias estando os seus utilizadores sujeitos ao regulamento em vigor na academia de onde provém o traje.

 

Artigo 21º - Casos Omissos

Todos os casos omissos e problemas levantados pela aplicação deste regulamento, serão analisados e resolvidos no âmbito das suas competências, pela AAUAlg.

                                                                                                          

 

                                                                                                           In www.aaualg.pt

                                                                                                           In www.versustuna.com