Todas as festividades do antigo calendário lunar, " Tong Seng ", são devotamente celebradas pela população chinesa residente em Macau. Há muitas festividades, geralmente com datas variáveis de ano para ano. Celebram o nascimento ou momentos particulares da vida das divindades Taoistas ou Budistas , bem como destacadas figuras da História, Artes ou Literatura chinesa. Nem todas estas celebrações são feriados públicos. As raras excepções são o Novo Ano Chinês, o festival "Ching Ming", "Tchong Ieong" , " Barco do Dragão" e o Festival de Outono.
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ANO NOVO CHINÊS
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Para
todos os chineses de todo o Mundo, este é "O " Festival do ano.
Como celebra o princípio da Primavera, e o renascer depois do fim do Inverno,
é habitualmente mais conhecido como o Festival da Primavera. O primeiro dia
do Ano Novo calha algures entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro, de acordo com
a primeira lua nova depois do Solstício de Inverno. Os preparativos começam
muito cedo, quase duas semanas antes, com os mais tradicionalistas a manterem
o sazonal espírito de renovação, promovendo uma limpeza às suas casas,
escritórios e lojas. Tudo tem que estar pronto pelo menos na véspera do Ano
Novo, já que muitos dos gestos feitos nas limpezas são considerados como
passíveis de dar má sorte, e os chineses são supersticiosos nesta matéria.
Como muitas lojas e negócios fecham nesta época, as famílias preparam-se
aprovisionando-se com comida. Nos primeiros dias as pessoas recolhem-se em
celebração em casa ou nos templos, correspondendo a visitas de cortesia , e
divertindo-se, vendo ou lançando fogo-de-artifício, ou a jogar. Os funcionários
públicos, que habitualmente não podem entrar nos casinos ou nas casas de
jogo, são autorizados a tentarem a sua sorte durante os três primeiros dias
das festividades. Durante duas semanas a multidão de visitantes, o barulho do
fogo de artifício e as ruas cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho,
transformam Macau num caótico, mas festivo e feliz local.
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"Ching Ming " ( "Suprema Luz" ) é o dia em que os
chineses visitam os cemitérios para prestarem homenagem aos seus
antepassados. É o equivalente ao dia de Todos os Santos dos cristãos. É um
momento em que a família se reúne e que revela bem o conceito chinês de
continuidade e relacionamento com a morte. Há membros da família que vêm de
muito longe para se juntarem ao seu "clan", visitando os cemitérios,
onde cuidam das campas , fazem oferendas de incenso e comida à memória dos
seus antepassados. As cerimónias terminam com o lançar de cinco foguetes e
com a colocação de papel vermelho no túmulo , mostrando assim que a
homenagem foi feita e que a memória do falecido foi respeitada.
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DUPLO CINCO ( Festival do Barco do Dragão )
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No quinto dia da quinta lua é também chamado do Duplo Cinco. Marcando os
primeiros dias de Verão para a população chinesa, tornou-se num momento
importante para o turismo, devido ás corridas de barcos que também se
realizam em Hong Kong e Singapura. Este Festival baseia-se numa lenda poética.
O poeta Qu Yan, ou Wat Yun, fiel servidor do Imperador Chi, caiu em desgraça
e suicidou-se atirando-se ao rio Milo, quando constatou que não tinha
conseguido banir a corrupção e a intriga da corte. Os aldeões movidos pela
consideração que tinham pelo poeta, meteram-se nas suas canoas e tentaram
recuperar o corpo antes que os monstros marinhos o apanhassem. Ao mesmo tempo
lançavam bolos de arroz embrulhados em folhas de bananeira. De acordo com uma
versão da lenda ,isto seria feito para distrair os monstros marinhos. Segundo
outra versão, a ideia seria a de alimentar o poeta . As folhas, colocadas em
forma de seta, teriam esta configuração para evitar serem comidas pelos
monstros. Seja qual for a verdadeira versão da lenda, o que é certo é que
nesta altura se comem grandes quantidades destes bolos, "tchong" ou
"lapas" em dialecto macaense.
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FESTIVAL DO DRAGÃO BÊBADO
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Pouco conhecido fora de Macau, trata-se de um festival organizado por associações
ligadas à pesca. Não é feriado, mas durante três dias não é possível
encontrar peixe no mercado ,porque as bancas estão encerradas. A origem das
festividades não é conhecida, até porque é muito diferente das habituais
festividades chinesas. Trata-se no entanto de algo que terá a ver com rituais
de exorcismo. Logo pela manhã, e depois de orações num templo adjacente ao
mercado de S.Domingos, distribui-se comida pelos presentes, e um grupo de
jovens já suficientemente embriagados iniciam uma dança realizada com uma
cabeça de dragão feita de madeira. Assim vão percorrendo os mercados e
vielas junto do mar, e sempre que um dos elementos do grupo já não está em
condições de continuar é substituído por outro. A festa termina com um
grande banquete.
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FESTIVAL DOS DEMÓNIOS FAMINTOS
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| Só mesmo os chineses se lembrariam de guardar
um dia do seu calendário lunar para satisfazer o apetite das almas
infelizes ou abandonadas. O sétimo mês lunar, que é praticamente
dedicado ao culto dos mortos, termina ao décimo quinto dia com o Festival
dos Demónios Famintos. Pequenas bombas chinesas espalham~se pelo chão
das ruas de Macau, onde ofertas em papel, incenso e comida ,são queimados
para satisfazer o apetite dos espíritos errantes e esfomeados. A crença
popular acredita que durante estes dias é permitido às almas
ausentarem-se do Inferno , e deambularem por este mundo. Se não forem
alimentados e satisfeitos, poderão tornar-se vingativas e tornarem a vida
difícil. As ruas da cidade ficam cobertas de restos de comida queimada e
cinzas, que só são retiradas depois dos espíritos terem passado.
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BATE-PAU ( Pat Iut Sap Ng )
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O Décimo quinto dia da Sétima Lua é uma festa dedicada à lua. Os preparativos começam cedo, e a sua chegada é anunciada pelo aparecimento de lanternas e decorações nas janelas e montras das padarias e pastelarias, onde se vendem os bolos da lua, "bate-pau" como são chamados em Macau. É um dos raros festivais onde as mulheres podem participar nos ritos. Quando a lua atinge o seu zénite ,começam as orações. As famílias reúnem-se para se deslocarem até às praias, jardins públicos e locais com belas vistas, e fazerem um picnic à luz da lua. |
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