TRADUÇÃO E LEGENDAGEM

 

Curso de Tradução

Escola Superior de Educação

Universidade do Algarve

Docente: António Lopes

4º Ano

1º Semestre

 

 

 

Introdução

 

Tradução e legendagem é uma disciplina do 1º semestre do 4º ano constitutivo do 2º Ciclo da Licenciatura Bi‑etápica em Tradução. Tem uma carga horária semanal de três horas teórico‑práticas. Com esta disciplina visa‑se dar formação no domínio dos procedimentos e das práticas de tradução e legendagem de filmes e de programas televisivos. Dada a natureza do trabalho a realizar, dar‑se‑á particular atenção à vertente prática, muito embora se torne necessário conhecer aquilo que tem constituido o quadro normativo dentro do qual se movimentam os tradutores neste campo, i.e., as convenções que regulam a legendagem.

 

 

Objectivos

 

1.      Familiarizar os formandos com os procedimentos e normas de legendagem de textos audio‑visuais, sejam eles:

·         longas ou curtas‑metragens;

·         produzidos para o cinema ou para a televisão;

·         ficção ou documentário.

2.      Sensibilizá‑los para as questões específicas da tradução para audio‑visuais;

3.      Iniciá‑los na legendagem de filmes.

 

 

Conteúdos

 

a) A imagem e a palavra escrita:

o que é a legendagem; a relação do cinema com a B.D.; a articulação e complementaridade de diferentes códigos semióticos; as legendas e o filme mudo; as legendas e o filme sonoro; dobragem vs. legendagem; a palavra falada e a palavra escrita.

 

b) Normas propostas para a prática de legendagem:

1.      Parâmetros espaciais  /  layout: posição no ecrã; número de linhas; posicionamento do texto; número de caracteres por linha; fontes.Parâmetros temporais  /  duração: duração máxima de legendas de uma e de duas linhas; duração mínima de uma só palavra; tempo de leading‑in; tempo de lagging‑out; intervalo entre duas legendas consecutivas; sobreposições; planos e cenas.

2.      Pontuação e caracteres: reticências; pontos finais; hífens; pontos de interrogação e exclamação; parêntesis; aspas; vírgula e ponto‑e‑vírgula; citações; maiúsculas e minúsculas.

3.      Edição do texto de chegada: transição de legendas; segmentação; correspondência entre falas e legendas; omissões de segmentos do original; manutenção do original; alteração de estruturas sintácticas; acrónimos e siglas; dialectos; palavras taboo; elementos linguísticos de marcado conteúdo cultural.

 

c) Problemas e dificuldades da tradução do texto audiovisual.

 

 

Actividades

 

1.      Análise e crítica de filmes legendados;

2.      Constituição de quadros estruturados para a tradução de guiões;

3.      Transcrição de excertos de filmes sem guião;

4.      Cronometragem de diálogos, cenas e planos;

5.      Tradução de guiões;

6.      Investigação sobre os processos de legendagem e de inserção de caracteres.

 

 

Avaliação

 

1.      Dado tratar‑se de uma disciplina de carácter técnico, a prática que tem lugar nas aulas é essencial. Por esse motivo, a assiduidade não pode ser descurada. Exceptuando os trabalhadores‑estudantes, aos alunos é exigida a presença a 75% das aulas.

2.      Terão ainda que realizar um teste escrito presencial (que corresponde a 60% da classificação final), apresentar um trabalho individual (15%) e outro de grupo (15%). A participação activa e interessada nas aulas também contribuirá com 10% para a referida classificação.

3.      Os trabalhadores‑estudantes sujeitar‑se‑ão apenas ao teste (70%) e à apresentação do trabalho individual (30%).

 

Bibliografia

 

·         Baker, Robert et al. 1984. Handbook for Television Subtitlers. Engineering division. Independent Broadcasting Authority. London.

 

·         Dries, Josephine. 1995. Dubbing and Subtitling: Guidelines for Production and Distribution. The European Institute for the Media. Düsseldorf.

 

·         ITC (Independent Television Commission) (eds.). 1997. ITC Guidance on Standards for Subtitling. ITC. London.

 

·         Ivarsson, Jan. 1992. Subtitling for the Media. Ljunglöfs Offset AB. Stockholm.

 

·         Karamitroglou, Fotios. 1998. ‘’A Proposed Set of Subtitling Standards in Europe’’. Translation Journal. Volume 2. No. 2.

 

·         Luyken, Georg-Michael et al. 1991. Overcoming Language Barriers in Television: Dubbing and Subtitling for the European Audience. The European Institute for the Media. Düsseldorf.

 

·         Minchinton, John. 1993. Sub-titling. Minchinton J. Hertfordshire.

 

·         D’Ydewalle, Géry et al. 1987. “Reading a Message when the same Message Is Available Auditorily in Another Language: The Case of Subtitling.” In Eye Movements: From Physiology to Cognition, Regan & Lévy-Schoen (eds.). Amsterdam. p. 313-321.

 

·         d’Ydewalle, Géry et al. 1991. “Watching Subtitled Television: Automatic Reading Behaviour.” In Communication Research 18:5, October 1991. p.650-666.

 

Links

 

http://www.geocities.com/karamitroglou/fotios.html

 

http://accurapid.com/journal/04stndrd.htm

 

http://www.script-o-rama.com/table.shtml

 

http://www.screen.subtitling.com/win2020.html