TECNOLOGIA DE BIORREACTORES

 

                                                                       2006/2007

    Docentes                       E-mail  

                   

Mª Emília Lima Costa               (mcosta@ualg.pt)             Gabinete: 3.47 ou CD

                                                                                             Atendimento: 5ª feira 10.00-12.00H

Sara Raposo                              (sraposo@ualg.pt)            Gabinete: 2.17

                                                                                             Atendimento: 2ª feira 10.00-11.00 H

____________________________________________3ª feira 15.30-16.30 Conteúdo Programático

1. Introdução à Tecnologia de Biorreactores. Objectivos e conteúdos da disciplina.

1.1. Nota histórica da tecnologia da produção biotecnológica.

1.2. A fermentação. Princípios e prática da fermentação.       

2. Cinética e estequiometria do crescimento celular.

2.1. Cinética de crescimento, e produção de metabolitos. Parâmetros quantificadores do crescimento. Validade da lei de crescimento exponencial. Inibição pelo substrato e pelo produto.

2.2. Modelos cinéticos estruturados e não estruturados descritivos do crescimento e da utilização do substrato. Metabolismo endógeno. Modelos cinéticos de inibição pelo substrato e pelo produto.

2.3. Estequiometria do crescimento microbiano e balanços elementares. Equação macroquímica da reacção biológica. Factores de rendimento.

3. Modos de operação em reactor biológico.

 3.1. Sistema de cultura descontínuo. Equações de balanço à biomassa e ao substrato.  Conceitos de produtividade volumétrica máxima e total.

 3.2. Sistema de cultura contínuo com mistura ideal. Desvios à idealidade do sistema contínuo. O quimiostato. Equações de balanço relativas à biomassa e ao substrato.

3.3. Sistema contínuo com recirculação. Equações de balanço relativas à biomassa e ao substrato. Equações fundamentais da cultura contínua em fase estacionária.

3.4. Sistema contínuo com reactores associados em série. Reactor de fluxo pistão com e sem recirculação de células. Associação quimiostato-reactor de fluxo pistão.

3.5. Sistema semi-descontínuo, com alimentação escalonada (Fed-Batch). Estratégias de operação. Equações de balanço relativas à biomassa e ao substrato.

3.6. Reactores com células imobilizadas e reactores de membrana.

4. Tipos de Biorreactores e geometria-tipo.

4.1. Tipos de reactores. A geometria-tipo de um fermentador mecanicamente agitado e tipos de agitadores

 

4.2. Reactores agitados por gás sob pressão (coluna de borbulhamento, reactor com circulação interna e externa, fermentadores em torre)

 

5. Transferência de Massa e Consumo de Oxigénio.

5.1. Transferência de massa gás-líquido. Taxa de transferência e consumo de oxigénio.

5.2.  Transferência de oxigénio em reactores mecanicamente agitados e em reactores agitados por gás. Limitação do crescimento pelo oxigénio.

5.3. Coeficiente de transferência de massa volumétrico de oxigénio. Métodos experimentais de determinação do kLa.

6. Mistura e reologia dos fluidos

6.1. Homogeneização do sistema gás/líquido/sólido; caracterização da agitação; correntes induzidas por diferenças de densidade. Parâmetros de mistura. Desvio à idealidade.

6.2. Fluidos newtonianos e principais fluidos não newtonianos: pseudoplástico, dilatante, de Bingham e de Casson. Números adimensionais. Cálculo da potência de agitação em tanques arejados e não arejados.

6.3. Caracterização do regime de fluxo: Laminar e turbulento

6.4. Parâmetros de stresse hidrodinâmico e morfologia celular.          

7. Transferência de calor

     7.1. Balanço entálpico em sistemas biológicos arejados e não arejados.

7.2. Métodos de determinação de calor metabólico, calor associado à agitação e ao arejamento, à evaporação, aos fluxos de fluidos e à troca com o ambiente. Calor de permuta.

7.3. Tipos de equipamento interno e externo ao vaso reaccional para manutenção do calor de permuta.

8. Esterilização e Desinfecção

8.1. Métodos de desinfecção e de esterilização por diferentes agentes. Esterilização do equipamento, dos meios e do ar.

8.2. Conceito de esterilização; Cinética da morte dos microrganismos. Tempo necessário à esterilização. Critério de esterilização.

     8.3. Esterilização contínua e descontínua. Perfis de esterilização e factor nabla

9. Variação de escala da produção biológica.

9.1. Escala laboratorial, escala piloto e escala industrial.

9.2 Critérios de aumento de escala; definição de critérios.

9.3. Estratégias de redução de escala: análise de regime.

Bibliografia:

§  Reactores Biológicos (2006). Lidel, Edições Técnicas

§  Doran, P. M. (1999) Bioprocess Engineering Principles, Ac. Press.

§  Shuler, M.L. & Kargi, F. (2002) Bioprocess Engineering Basic Concepts, 2nd Ed., Prentice Hall International Series, NY.

§  Bailey, J.E. & Ollis, D.F. (1986) Biochemical Engineering Fundamentals, 2nd ed., McGraw-Hill, NY.

§  Blanch, H. W.; Clarck, D. S. (1997) Biochemical Engineering, Marcel Dekker.

§  Riet, K. & Tramper, J. (1991) Basic bioreactor design, Marcel Dekker.

§  Atkinson, B. & Mavituna, F. (1991) Biochemical Engineering and Biotecnology Handbook, 2nd Ed., McMillan.

§  Lima, N. & Mota, M. (2003) Biotecnologia: Fundamentos e Aplicações, Lidel.

§  Cabral, J.M., Mota, M. & Tramper, J. (2001) Multiphase Bioreactor Design, Taylor & Francis, London.

 

MATERIAIS DE APOIO

Teórica

Cinética de crescimento

Cultura Contínua - Quimiostato

Cultura semi-Contínua

   Modelos não estruturados. Coeficientes de rendimento

     Tipos de reactores

 

     Transferência de calor 

 



AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS

 A disciplina de Tecnologia de Biorreactores possui carga horária semanal de 2 horas teóricas e 1,5 horas teórico-práticas, a que correspondem 3 créditos.

A avaliação de conhecimentos pode ser feita através do exame final, nas datas marcadas pelos Serviços Académicos ou por uma avaliação ao longo do semestre.

1.      Avaliação ao longo do semestre

A avaliação é efectuada ao longo do semestre, através de um teste escrito e de um poster sobre um artigo científico proposto pelo docente em conjunto com o aluno. A classificação final da disciplina será a média ponderada das classificações do teste e do poster com a ponderação de 0,80 e 0,20, respectivamente, arredondada às décimas.

-  Na avaliação efectuada ao longo do semestre é obrigatória a execução do poster e apresentação oral. A classificação final de 10 valores (teste e poster) permitirá a não realização do exame final da disciplina. No teste e poster a classificação terá de ser superior a 10 valores.

2.      Avaliação por Exame final

Na avaliação realizada por exame final será igualmente contabilizada a classificação do poster realizado sobre um artigo científico, com a ponderação de 0,20. O exame final é constituído por uma prova escrita individual, em que o aluno deverá ter uma nota superior a 10 valores, para estar aprovado. A classificação final é a média com a ponderação de 0,80 e 0,20, arredondada às décimas, do exame teórico e do poster.

Apenas estão dispensados da realização do poster os alunos repetentes, para os quais apenas contará a realização do teste escrito ou exame.

 

NOTAS DO TESTE

 

NOTAS FINAIS - ÈPOCA NORMAL.